Sem reserva orçamentária do MCMV setor da construção civil passa por momento delicado e CBIC faz apelo

O PIB divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última quinta-feira (29), mostrou que a construção civil reagiu e avançou 1,9% em relação aos três primeiros meses do ano, o que ajudou ao Brasil a crescer 0,4% no segundo semestre.

Apesar do resultado o setor da construção civil está passando por um momento delicado devido a problemas de recursos orçamentários destinados ao Programa Minha Casa Minha Vida, que está prestes a completar um mês sem novas contratações.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) se mostrou extramente preocupada com o problema que afeta todo Brasil. Segundo a Câmara da Indústria da Construção o problema foi gerado pelo contingenciamento aos pagamentos do programa habitacional.

A CBIC afirma que tem acompanhado e buscado ajudar na solução do problema do programa que foi idealizado para quitar faturas em 2 dias, no entanto já acumula mais de 60 dias de atrasos.

Nota completa da CBIC:

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem acompanhado e buscado ajudar na solução do problema gerado pelo contingenciamento aos pagamentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Este programa foi idealizado para quitar faturas em 2 dias. Empresas calcularam seus custos dentro deste parâmetro.

Infelizmente, hoje estamos com mais de 60 dias de atrasos. É fim de mais um mês, e as empresas estão sem recursos para quitar seus compromissos assumidos. Desta forma, são trabalhadores que não recebem salários, fornecedores que não tem seus recebimentos atendidos, empresas sem crédito, UM CAOS NO BRASIL.

A situação está insustentável, houve várias promessas de solução, mas infelizmente até as 16h desta sexta feira (30) nada existe de solução real.

Transmitimos promessas recebidas a todo mercado, elas não se concretizaram. O que nos tem sido informado é que existe uma liberação aprovada dependente de burocracia.
Infelizmente, a burocracia não tem a sensibilidade de saber o que é faltar comida na casa do trabalhador.

É inconcebível que, por falta de R$ 19 milhões de aporte do setor público, tenha-se deixado de contratar mais de R$ 5 bilhões. São milhares de empregos que foram perdidos neste período.

Nesta quinta-feira (29), saiu resultado do Produto Interno Bruto (PIB) e ficou clara a importância do setor para o crescimento da economia do país.

Fazemos um novo apelo à máquina pública para que entenda a gravidade da situação e providencie urgente a liberação de recursos.

Em Extremoz alguns construtores paralisaram as obras, dispensando trabalhadores que sustentam suas famílias através dessa fonte de renda e alguns ainda atrasaram pagamentos de fornecedores.

Além disso ainda existe uma fila de pessoas que haviam finalizado o processo antes da falta de reserva orçamentária aguardando assinatura do contrato para realizar seu sonho de ter a casa própria.