QUEIMADAS EM EXTREMOZ E OS RISCOS PARA A SAÚDE

As ocorrências não respeitam horário, dia ou noite.

Recentemente muitos relatos de incêndios em terrenos e mato tem ocorrido em Extremoz. É fundamental que as autoridades responsáveis ajudem no combate a esse grave problema. Promover educação ambiental junto à população e intensificar a fiscalização são necessários. Muitos municípios têm legislações especificas bastante severas para punir essa prática. Em Campo Grande (MS), por exemplo, a prática é punida com multas que variam entre R$ 2.339,00 e R$ 9.356,00. A população pode ajudar denunciando e assim, facilitar o trabalho de monitoramento das áreas onde as queimadas ocorrem com maior frequência.

Importante lembrar que essa prática configura crime ambiental, mesmo ocorrendo em terreno particular, segundo a lei nº 9.605 de 1998 em seu art. 54, que diz: Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

 

  • 1º Se o crime é culposo:

Pena – detenção, de seis meses a um ano, e multa.

A presença do corpo de Bombeiros está cada vez mais frequente na cidade em função do aumento de casos.

Em contato com o corpo de bombeiros militar do RN sobre a situação das queimadas por aqui em Extremoz, foi chamado atenção para o clima seco que acaba por agravar e ampliar os riscos de incêndios e doenças respiratórias. O que, sem dúvida, pode ter contribuído para o aumento das ocorrências verificados nas últimas semanas aqui pelo município, independentemente da localidade.

Em outras cidades muitos incêndios começaram com uma simples queima num terreno baldio, no quintal de casa, e acabam consumindo casas e até vidas, sendo a principal consequência desse crime. Sem falar nas muitas doenças provocadas ou agravadas como bronquite, asma, sinusite, irritação nos olhos entre outros problemas respiratórios causados pela fumaça. Crianças e idosos estão entre as principais vítimas. O problema ganha contornos dramáticos no atual contexto de pandemia da Covid-19 e clama por alguma iniciativa do poder público.

Aqui, fica o apelo desse colunista para que os indivíduos respeitem a legislação e não pratiquem esse crime, o qual pode trazer consequências não só para quem o pratica, mas para a população como um todo.