“Não tenho sequer o birô de vice-prefeito” Diz Djalma Sales (macho)

Na noite dessa segunda-feira (18) o vice-prefeito Djalma Sales conhecido popularmente como Macho, publicou uma carta aberta em sua rede social Facebook, dedicada ao povo de Extremoz.

Na carta o vice-prefeito confirmou o rompimento com o atual prefeito Joaz Oliveira, afirmou que “Nem todos sabem, mas até hoje não tenho sequer um birô de vice-prefeito para sentar na prefeitura“.

Djalma Sales também diz que ficou de mãos atadas, e que ao assumir a prefeiura nunca foi chamado por Joaz para construir o projeto administrativo e nem para participar das decisões pertinentes relacionadas ao município.

Confira a carta completa:

Carta aberta ao povo de Extremoz.
Eu, Djalma Sales, quero esclarecer aos moradores do meu município o meu rompimento político com o atual Prefeito de Extremoz.

Meus amigos de Extremoz, esse é o momento que achávamos, sinceramente, que não chegaria, mas chegou!
Toda Extremoz é ciente que percorremos as ruas do município, em cada casa, em cada lar, pedindo apoio para um projeto de desenvolvimento que achávamos que estava sendo construído a várias mãos, inclusive as suas, que assim como eu, acreditou nas propostas que foram feitas.

Há muito tempo venho sendo cobrado, legitimamente pelas pessoas de Extremoz, por melhorias nos serviços públicos da nossa cidade, como: a troca de uma lâmpada, a limpeza pública, a pintura de um calçamento, o abastecimento do hospital e dos postos de saúde, a falta de merenda e material escolar, a desvalorização dos servidores, a falta d’água, entre outras coisas mais.

Nem todos sabem, mas até hoje não tenho sequer um birô de vice-prefeito para sentar na prefeitura. Atendo as pessoas nas ruas, em minha casa e em uma sala cedida por um amigo no Parque das Jaqueiras. Compromissos não foram cumpridos, amigos e a população foram esquecidos, abandonados, enquanto o descaso atingi a todos pela ineficiência dos trabalhos executados em nossa cidade.

Fico de mãos atadas, em partes, pois minha autonomia foi reduzida pela gestão em que acreditei ser a melhor para o município nesses últimos anos. Uma das coisas que me lembro bem, e venho ressaltar, foi da promessa de termos um espaço e a estrutura para trabalhar ao lado do prefeito e que teríamos em Pitangui uma sub-prefeitura para juntos tomarmos conta dos problemas do litoral, viabilizando grandes oportunidades para o crescimento econômico da nossa região.

Após assumirmos a prefeitura, nunca fui chamado pelo atual gestor para construirmos o projeto administrativo, nem tão pouco para outras decisões pertinentes ao município, ao contrário foi-me pedido para fica em casa. E desta forma, toda estrutura da prefeitura estava sendo atualizada, mas sem a minha colaboração.

Muitos meses fiquei de cabeça baixa, achando que a estratégia dele era boa. Achava que ele iria arrumar as contas do município e depois relembrar nossas alianças e compromissos firmados durante a campanha de 2016.

Outra situação que me lembro agora é, que depois de um ano e três meses ele me convidou dizendo que “minha hora tinha chegado”, e que íamos montar a estrutura que eu merecia para ajudá-lo a administrar. Me alegrei com essa atitude, pois era o que eu muito queria. Poder mostrar ao Povo que o Vice-Prefeito também trabalha! Chegamos a ir à Brasília em busca de recursos para a cidade, que no meu entendimento, foi muito produtivo, mas logo veio outra decepção! As intenções do nosso amigo eram outras. Ele me convidou para apoiar o projeto da sua esposa, que saiu candidata a Deputada Estadual. Não poderia concordar, pois sabia que não era o momento. Nossa cidade não estava preparada devido ao colapso dos serviços públicos prestados, e rejeição da atual gestão estava muito grande, com tendência a aumentar com essa candidatura. Não concordei e depois disso nós nunca mais nos falamos.

Pronto! Está aí o ocorrido. Devia esse esclarecimento a vocês, pois sei da confiança e da responsabilidade que foram depositadas em minha pessoa. Isso é muito sério! Peço desculpas, pois não sabia que seria dessa maneira. Vocês podem e devem me cobrar para o melhor da nossa cidade. Vou continuar minha luta, mesmo estando desvinculado dessa aliança.

Deixo claro que o rompimento se dá pela incompatibilidade de ideias, pois o que tenho como ideal de uma gestão pública, diverge em muito do ideal de gestão do atual prefeito, e não devido a cargos, secretarias, e outras regalias… mesmo porque não temos nenhuma desde então.

Vou fazer meu papel de cidadão e vice-prefeito que estou, também sou servidor público, presto serviço, ou pelo menos deveria ser assim, uma vez que fui eleito para tal, continuarei fazendo o que tenho convicção ser o melhor para o povo de Extremoz.

Aqui finalizo a promessa que continuo sendo aquela pessoa que você confiou, um amigo para atender sempre que precisarem, estando em minhas condições farei o possível e que as portas da minha casa sempre estarão abertas.

Que Deus nos oriente e dê lucidez neste novo momento de nossas vidas!!
Que Deus nos abençoe!!!
Djalma de Sales (Macho)
Vice-Prefeito do Município de Extremoz

Esse já é o quarto “divórcio” entre prefeito e vice-prefeito desde as eleições de 2004, iniciando pelo rompimento pelo então prefeito Enilton Trindade e o vice Klauss Rêgo, em seguida o rompimento entre Klauss Rêgo e Gileno Guanabara eleitos em 2008.

Depois das eleições de 2012 aconteceu o rompimento entre o então reeleito prefeito Klauss Rêgo e seu então vice Padre Edilson, e agora os gestores eleitos com 8.889 votos, conhecidos como os filhos da terra que prometeram fazer a diferença, Joaz e Djalma Sales (Macho).